Acne canina: quando e como meu pet pode ter espinhas?

Saiba as causas e os tratamentos das espinhas nos cães

Hoje em dia, as chances de chegar em uma casa e não dar de cara com algum bichinho de estimação são quase nulas. Afinal, eles são ótimas companhias e com toda certeza fazem muita diferença na rotina de seus tutores.

Acne canina

A adoção de filhotes no Brasil é frequente e é importante que os futuros donos estejam cientes das responsabilidades para com o pet e sua saúde.

Assim como os humanos, os cães também passam pela puberdade. Nesse período, os cães passam por mudanças físicas e até mesmo comportamentais.

As espinhas não são somente exclusivas para os seres humanos, uma vez que elas afetam os cachorros muito mais do que imaginamos.

Geralmente, nos cães, as espinhas também surgem na época da puberdade, o que começa a ocorrer entre seus 5 e 6 meses, e pode durar até um ano.

Esse problema na pele pode se dar em raças de cachorros com uma pelagem mais curta como os bulldogs e dobermans.

Neste momento, é necessário que o pet tenha os devidos cuidados, já que a pele do cachorro pode ser extremamente sensível, e as doenças são mais graves do que as doenças de pele em humanos.

Por mais simples que sejam os tratamentos para a acne canina, não deve-se deixar de lado a regularidade das visitas ao veterinário, para manter tanto a pele quanto o corpo do cachorro saudável.

Cabe somente ao especialista dizer se o que o seu pet tem são realmente espinhas ou alguma outra doença, por isso é essencial não diagnosticá-lo em casa.

Quais são as causas das espinhas?

As principais causas das espinhas são as alterações hormonais que o cão sofre. Sim, cachorros também podem sofrer algumas alterações no seu corpo, assim como todos que passam pela puberdade.

Em outras situações, as espinhas podem ser causadas por problemas dermatológicos como alergias.

Os cistos podem também ser causados por parasitas como pulgas e carrapatos ou podem indicar abcessos e no pior dos casos, tumores.

É importante ressaltar que as alergias caninas são comuns mas não devem serem deixadas de lado pois, por conter uma pele muito sensível, o cão pode sofrer sérios problemas. Então o ideal é sempre manter um acompanhamento veterinário.

Tipos de espinha

O cão pode ter espinhas em vários locais do corpo. O mais “normal” é encontrar nos lábios, queixo e em alguns casos, no focinho.

Caso a região afetada seja as patas ou na pele nessa mesma região, pode ser que a pododermatite seja a causa. O quadro se agravar com o surgimento de infecções bacterianas que é chamado de pioderma interdigital.

A pata pode ficar inchada com uma ou mais espinhas, o que levará o cão a mancar. É importante determinar se existem outras patas com o mesmo problema e o tratamento irá depender do diagnóstico.

Em outros casos, as espinhas podem aparecer nas partes da genitália do cão ou no ânus. Isso se trata de uma infecção nas glândulas anais, pólipos ou tumores, que podem se originar no reto ou nas glândulas.

O tratamento irá depender também do diagnóstico de um veterinário.

Apesar de serem os casos mais comuns, o cão pode ter espinhas no corpo todo, que não é nada mais do que uma acumulação de pus na pele. Isso pode ser causado por mordidas, picadas ou feridas.

Pode haver diversos tamanhos da espinha, por isso a determinação do local onde está a espinha é o que será importante.

Alguns abscessos podem ser dolorosos a ponto de impedir a alimentação do cão, caso ele tenha na cabeça ou no pescoço. Caso determinado, o veterinário irá drená-los e receitar antibióticos como tratamento.

A acne canina também pode se dar pela dermatite, mas em todos os casos é necessário descobrir o agente que irritou a pele do cão.

Essas lesões dermatológicas também irão ser tratadas com antibióticos e a inclusão de anti-inflamatórios que serão receitados pelo veterinário.

O tratamento poderá ser feito em casa com os remédios indicados pelo médico responsável e, no pior dos casos, seu cão poderá ficar um dia no hospital para melhorar as suas condições.

Importância de manter a higiene do cão

A higiene do cão é essencial para manter-se uma boa saúde do seu amigo. Com os pelos não é diferente.

É importante manter uma boa alimentação, utilizar produtos no banho próprios para os cães e seu tipo de pelagem.

Use shampoo adequado para o tratamento dos pelos, ele auxilia na prevenção ou diminuição de gordura na pele, que também pode provocar as obstrução dos poros.

Caso as espinhas já estejam presentes, além da ida ao veterinário, é importante que a limpeza seja o ponto chave também. Evite produtos que não sejam adequados para este problema, para que a área não seja mais afetada.

Um ponto importante é não espremer as espinhas. Por mais tentador que seja, assim como nos humanos, deve-se evitar para que não haja infecções.

Outra coisa que irá fazer a diferença é a escovação dos pelos, mesmo que seu cachorro tenha uma pelagem menor, a retirada de pelos que já caíram irá evitar a formação de nós e mais quedas.

A tosa higiênica também pode ser feita, mas sempre com cuidado. Ressaltando que a pele dos animais é muito mais sensível que a pele do humano, e as alergias podem ser um inimigo sério.

Idas ao veterinário

Idas a um hospital veterinário 24h são indispensáveis e não devem ser frequentes apenas quando sabemos que nosso animal de estimação está doente. Essas visitas são extremamente importantes para que seu pet se mantenha saudável tanto por dentro, quanto por fora.

Em qualquer um dos casos de espinhas indicados acima, todos devem ser tratados diretamente com um profissional.

O diagnóstico em casa pode ocorrer de forma precipitada e tratar seu cão sem a orientação de um veterinário não é a melhor das ideias. Por isso, reforçamos a importância de ter o máximo cuidado para que a situação não seja agravada.


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