Guia completo para viajar de avião com cachorro: regras de transporte e documentação atualizadas

O guia completo para viajar de avião com cachorro é a ferramenta essencial para quem não quer deixar o melhor amigo para trás nas férias ou em uma mudança.

Viajar com pets pode parecer um bicho de sete cabeças no início, mas com o planejamento certo e as informações atualizadas, o processo se torna muito mais tranquilo e seguro para o seu animalzinho.

Neste artigo, vamos detalhar tudo o que você precisa preparar, desde a escolha da companhia aérea até os cuidados com a saúde e a documentação exigida pelos órgãos brasileiros e internacionais. Pegue um café e prepare-se para anotar cada detalhe!

1. Planejamento antecipado: o segredo do sucesso

Não dá para decidir viajar com o cachorro na véspera do voo. O planejamento deve começar com, pelo menos, dois a três meses de antecedência, especialmente se o destino for internacional.

As empresas aéreas possuem um limite de animais por voo, então quanto antes você reservar a vaga do seu pet, melhor.

  • Verifique a política da empresa: Cada companhia tem suas próprias regras de peso e tamanho.
  • Consulte o veterinário: Nem todo cachorro pode voar. Raças braquicefálicas (focinho curto), como Pugs e Bulldogs, exigem atenção redobrada ou são proibidas em algumas empresas devido a riscos respiratórios.
  • Treine o uso da caixa: O animal precisa se sentir seguro dentro do compartimento.

Antes de mais nada, o transportador para animais é o item mais importante da jornada, pois é onde o seu cão passará a maior parte do tempo.

2. Documentação necessária para voos nacionais

Para voar dentro do Brasil, a burocracia é menor, mas ainda obrigatória. Você precisará apresentar no balcão de check-in:

Atestado de Saúde

Emitido por um médico veterinário particular, com validade de 10 dias após a emissão. Ele deve declarar que o animal está apto para o transporte aéreo.

Carteira de Vacinação Atualizada

A vacina antirrábica é obrigatória para todos os cães acima de 3 meses. Ela deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e menos de um ano da data do voo.

Verifique sempre se as vacinas para cães fundamentais estão em dia para evitar qualquer transtorno no embarque.

3. Regras de transporte: Cabine ou Porão?

A maior dúvida de quem busca um guia completo para viajar de avião com cachorro é onde o pet vai viajar. Isso depende basicamente do peso do animal somado ao peso da caixa de transporte.

Transporte na Cabine

Geralmente permitido para cães pequenos. O peso total (animal + caixa) costuma variar entre 7kg e 10kg, dependendo da companhia aérea como a LATAM (https://www.latamairlines.com) ou a GOL (https://www.voegol.com.br).

O cão deve viajar embaixo do assento à sua frente.

Transporte no Porão (Carga Viva)

Se o seu cachorro for de médio ou grande porte, ele irá em um compartimento especial, pressurizado e com controle de temperatura, localizado abaixo da cabine.

Não se preocupe, o local é seguro, mas exige uma caixa de transporte muito resistente.

4. A escolha da caixa de transporte (Kennel)

A caixa deve seguir as normas da IATA (https://www.iata.org) – Associação Internacional de Transportes Aéreos. As regras básicas são:

  • Tamanho: O cachorro deve conseguir dar uma volta completa (360 graus) e ficar de pé sem encostar as orelhas no teto.
  • Material: Plástico rígido, metal ou madeira (dependendo da rota), com porta de metal e travas seguras.
  • Ventilação: Aberturas em pelo menos três lados da caixa.
  • Absorção: O fundo deve ter tapetes higiênicos para absorver urina e fezes durante o trajeto.

5. Documentação para voos internacionais

Aqui a coisa fica mais séria. Cada país tem sua exigência. Os destinos mais comuns pedem:

  • Microchip: Identificação eletrônica padrão ISO 11784 ou 11785.
  • CVI (Certificado Veterinário Internacional): Emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA (https://www.gov.br/agricultura/pt-br). É preciso agendar a emissão com antecedência.
  • Sorologia de Raiva: Exigida para a União Europeia e Japão. O exame deve ser feito em laboratórios credenciados meses antes da viagem.

6. Preparação física e emocional do pet

O dia da viagem é estressante. Por isso, siga estes passos práticos:

  • Alimentação: Ofereça a última refeição cerca de 6 a 8 horas antes do voo para evitar enjoos.
  • Hidratação: Mantenha o animal hidratado, mas evite água em excesso logo antes do embarque.
  • Exercícios: Faça um passeio longo antes de ir para o aeroporto para que ele gaste energia e faça as necessidades.
  • Identificação: Além da caixa identificada, não esqueça de usar uma plaqueta de identificação no colar do animal com seu telefone de contato internacional.

7. O que levar na mala de mão do cachorro

Mesmo que ele vá no porão, você precisa ter itens de fácil acesso caso ocorram conexões longas:

  • Uma guia e coleira reserva.
  • Petiscos para recompensar o bom comportamento após o pouso.
  • Lenços umedecidos e sacos para dejetos.
  • Uma peça de roupa sua com o seu cheiro dentro da caixa de transporte (ajuda a acalmar o cão).

8. Cuidados durante conexões e escalas

Se o voo tiver conexões, verifique se você precisará retirar o animal e fazer um novo check-in ou se a empresa cuidará da transferência.

Em voos muito longos, algumas empresas permitem que o dono visite o animal em áreas específicas ou fornecem água e comida nos pontos de parada. Sempre pergunte sobre o “Pet Relief Area” nos aeroportos modernos (áreas de descanso para pets).

9. Riscos da sedação: evite a todo custo

Muitos tutores pensam que dar um calmante é a melhor opção, mas a maioria dos veterinários e companhias aéreas desaconselha ou proíbe.

Em altas altitudes, a pressão altera a forma como o medicamento age, podendo causar problemas cardíacos ou respiratórios graves. O foco deve ser o treinamento comportamental e a adaptação à caixa.

10. Chegada ao destino: o que fazer?

Ao pousar, a primeira coisa é retirar o animal na área de bagagens especiais (se ele foi no porão) ou sair da aeronave (se foi na cabine).

Leve-o imediatamente para uma área aberta para que ele possa se esticar e urinar. Ofereça água em pequenas quantidades e observe o comportamento dele nas primeiras 24 horas. Mudanças de fuso horário e clima também afetam os cães!

Conclusão

Seguir este guia completo para viajar de avião com cachorro garantirá que você e seu fiel companheiro aproveitem a jornada com o mínimo de imprevistos. A regra de ouro é: pesquise, pergunte e revise toda a papelada.

Cada detalhe conta para garantir o bem-estar de quem sempre está ao seu lado. Boa viagem!

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